segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Vou agora pelas ruas amargas
Desmontando o pânico em cada olhar
Nos braços do desconhecido o carinho
Na certeza de quem protegeria vem a dor
Lavando as ruas como resto de lixo nas calçadas
No coração que antes chorava por amor
Se calou a tanta desordem
Que nossos guerreiros venham as ruas de braços abertos
Limpando a alma e o corpo
Que façamos eles saberem
Que toda essa farsa vem ao chão
E meu país vivera um amanhã de iguais
o dia quase para, parou pra colocar nas nuvens lagrimas
fez das palavras mordazes machucarem por tantos
a vida marca seus erros em toda a parte
coisas impossíveis de se esconder, preciso viver
sua alma vai longe deixando barbas sem cor
os olhos refletem as mãos atadas por si só
o peito não mais responde sobre o seu todo
nada mais alem das nuvens no pensar
Deixo os sorrisos pra mais tarde
espero voltar ao meu dia ao meu mundo
quanto mais poderei ir ate o fim
sei que na próxima rua vira uma esquina
onde voltarei ao eixo e concertarei meus erros
mas ate lá vou me adaptar ao silencio de agora

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Venta, garoa em cada esquina
Teu corpo febril descansa
a ruidos nas ruas vazias
anseios por sua volta
o tempo vai correndo lento
o sol sem brilho espera
o nascer de sua volta
sons sem textos deságuam
nesta hora, vaga-se horas
na espera do teu perfume

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Vou movendo sonhos em ruas desertas
nada mais simples do andar sozinho
procuro madrugadas em chuvas
disfarçando assim lagrimas de solidão
corres alheio ao coração
sem entender o que esta ao lado
o peito em pedaços
tantas fotos em meu rio
corre em lagrimas subterrâneas

vem sem pressa e sem medo
doendo aos poucos no sorriso
foram tres notas pela noite
onde a encontrei e teve fim
no despedir confuso

foi somente aquele tempo
onde as luzes brilhavam
a lagrima vinha em sua nascente
descendo morro a baixo
sem entender de tanto querer

e tudo vive em mim
minhas horas negando sempre
tirando vc do pensamento
e calando o peito dormente
sem o seu bem querer


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

venha ver meus olhos
contemplando tuas curvas
em noites mais calmas
neste amor que corre solto
sem ter pressa de despertar
tem nos dias cinzas
esse toque de não estar
ao inverso do teu colo
suas mãos me tocam medo
vejo crescer em teu mundo
a distancia do querer e estar
foges de um mundo em ondas
declaras com medo não me amar
o tempo vai pingando em desejos
de ter seu corpo em minha tatuagem
teus sons entre a noite a acalantar
dedos trémulos a reconhecer seu rosto
neste sorriso a meia luz vem iluminar
tudo que em mim se torna vivo


em fim nesta hora de acordar
tata

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Procurei teus passos pela tarde
Registrando noite a fora teus movimentos 
Em sorrisos distintos, estranhos o seus
Pude me encontrar com a cidade vazia 
Sem os sonhos do teu olhar
nossos labios e a lua
parece que jamais se encontram