quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não há luz em minha janela
Nem seu corpo em meu olhar
O que me inspira dor e solidão
A parte do poema que não vinha
Um desejo inverso a ilusão
Tentado o poeta sem sorte
Quando a esperança soa morte
Espero na angustia do amado
Lágrimas se via sem rumo
Folhas dançando ao vento
Prudente pingo despenca no ar
Molas de concretos a espreita
Na cama sem reboco
Coberta pelo chão sem sono
Passa a fome a mendigar

domingo, 21 de março de 2010

Liberta-me o dia
Frescor da manhã
Da janela me vem o sol
No descansar das cortinas
Protegendo vidas á fora
Nada mais tardia
O tempo se faz fã
De sonhos quase raros
Solenes por ser lembrados
Não vividos á cada noite fria

terça-feira, 2 de março de 2010

desfruto do tempo cordialmente
erguendo meus braços em dias cinzentos
deixando a todos um pouco um pedaço meu
o amor que me deste sem pensar
com a força do desejo de viver
Despertar renascer e amar

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

vida


olha nos olhos do mundo
deita teus olhos sobre fragil corpo
entrega carinhos mais vivos
vasto céu na luz que te olha
sera sempre minha ilha
no ventre de mãe rainha
desagua sopros de vida

(Dedicada a uma nova vida que vem nos sacudir)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Vem vamos caminhar
Por os pés no mundo
Sentir o gosto vivo
O pulsar da vida no ar
Vejo olhos repletos
De sonhos quando passo
Deixo de lado outros
Dor e rancor sem voz
Estamos nós no caminho
Passos, pegadas amor
Somos todos o mesmo fruto
Risos delirios e gritos
Passamos pela noite
Vamos rasgando o dia
Pouco a pouco
Muito a pouco
Devagar no abraço
Que transporta mais amor

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Percorro teu pele branca em algodão
Desfruto cada pedacinho de seu corpo
Percorre meus dedos sobre seu tornozelo
Enquanto meus lábios tocam suas pernas
Minha língua reconhece o gosto vivo
Nas lagrimas que de tua pele deságuam em suor

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Guardo gotas de vida enjauladas
Feito lagrimas escondidas
No calor do dia que descreve a noite
Resgate meu olhar desperto na solidão
Embriague minha vida cinza
No calor do teu abraço apertado e morno
Antes mesmo que eu possa dizer adeus
Tire de mim esta dor cega muda invalida
Afasta-me de toda a dor cego amor