quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quando sair a noite

Quando tocar a noite
Venha devagar
Deixe tudo no lugar
Até o que for seu

Quando visitar a noite
Cuidado ao falar
Ela nada esquece
E nada diz

Quando dançar na noite
Tenha medo do que bebe
Para não tirar tua vida
Do lugar que te restou

Quando brindar a noite
Venha com gotas leves
Em copos de seda
Desenhando versos

Quando amar a noite
Não tema mais nada
Tudo já se faz seu
Mesmo deitada na calçada
Importa-me teu sonho
Contemplarei o teu Deus
Entregarei meus brilhos
A teus homens do longe
Que por sobre as águas andou
Venha sente-se ao meu lado
Vamos ver o sol subir ao céu
Vem dance um pouco
Só não mate meu povo
Navego as ruas, procuro portos
Maquinas viva, desarma a vida
Paredes frias, dividindo o nada
Casa amarga, lar feliz
A mercê do tudo, o dia vai

domingo, 25 de outubro de 2009

Augusta

Piso no silêncio
Um resto de verde
Vidas noturnas
Deleitam-se nas ruas
Enfeitando a cidade
Com curvas nuas
Edifícios às escuras
Desenha gemidos
Copos Despidos
Da boca tua

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Clara noite espera pelo ceu
nossas noites em maio ou agosto
tudo belo feito lua
tua vida nua repleta do eu
nos sempre perdidos
entre braços e labios
vc na janela da frente
espera que invado as portas
no fundo oculto
dos nossos sonhos juntos
Sempre viva
perto de tudo
e longe de tudo
perto de quem ama
longe dos que odeia
abraçada pelos que ama
distante dos que renega
sua vida seu quarto
seu mundo inteiro
em lençois brancos
da pura seda viva
na batida do seu peito
que sobre espaço para mais
mais amor mais vida
nada de dor ou rancor
que o amor te cubra
com teu doce manto
que teus olhos não mais distantes
posso te levar no caminho
na estrada mais feliz
no mundo mais belo
onde os sonhos tornam-se
verdades e amor

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ferve-me teus sonhos e meu corpo
Tuas mãos me seguem cegas
Teus olhos trêmulos transborda
E em meu peito jaz teu sono

Desperto nossos corpos
Corrompe o mundo novo
Nas paredes e léguas divididas
Unem sonhos em laços

E novamente teus olhos me evade
Na luz caminhando para longe
No topo do mundo minha partida
Tua tatuagem em meu corpo

Pele cabelos em meu peito
O som a se deitar no ar
A espera dos barulhos na porta
Meus passos a voltar